sábado, 16 de julho de 2011

Reforma Agrária Versão1

MPF Rondônia cobra proteção para ameaçados de morte Instituição quer saber quais ações estão sendo efetivadas para proteger ameaçados de morte



O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) vai cobrar do governo de Rondônia, da Polícia Federal (PF) e do Ibama informações sobre a proteção às pessoas ameaças de morte em razão de conflitos agrários e relacionados ao meio ambiente.


Na manhã desta sexta-feira, 15 de julho, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Ercias Rodrigues, recebeu a esposa de um dos ameaçados, Ivaneide Bandeira. Ela foi ao MPF para tratar das ameaças de morte feitas por madeireiros ao líder indígena Almir Suruí.  O procurador informou que vai cobrar o governo estadual a respeito da efetiva implementação do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos e também do Programa de Proteção a Vitimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).


Em 10 de junho, o governo estadual assinou convênio com o governo federal para a execução dos programas. “É preciso pressa na implantação destes programas porque as situações de conflito podem se ampliar e não queremos que Rondônia repita o caso trágico do Adelino Ramos”, lembrou o procurador a respeito da morte do líder camponês em maio deste ano. “Cada pessoa ameaçada de morte terá um inquérito civil público específico no MPF. Faremos isto para acompanhar de perto cada situação”, informou.


Em relação ao caso de Almir Suruí, Ercias Rodrigues disse que vai cobrar fiscalizações da Polícia Federal (PF) e do Ibama na terra indígena Suruí. Segundo ele, as investigações devem abordar não só a retirada de madeira da área, mas também o aliciamento de indígenas para colaboração na prática ilegal e entrega de armas de fogo aos índios.



Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BREVE SERA LANÇADO O COMITÊ NACIONAL ADELINO RAMOS!!!

BREVE SERA LANÇADO O COMITÊ NACIONAL  ADELINO RAMOS!!!
Em defesa Dos Camponês,Reforma agraria, Justiça e da Floresta e vida digna no Campo,  Por um Brasil Cada Vez Melhor, um Comité Combativo De Luta Independente De Partido Politico, sera um espaço de decisões Por a Maioria Dos integrantes do Comitê, OS INTERESSADOS E MILITANTES COMPROMETIDO COM A CAUSA E LUTA POR DIREITOS  DOS CAMPONÊS DEIXE SEU Email E Tele Que entraremos Em contato.    A LUTA CONTINUA!!!  
 obrigado por ter aceitado o convite e me adicionado!vamos a luta sempre juntos seremos fortes um grande abraço fraterno aos todos camaradas(a) que lutam por uma sociedade justa e digna .

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jon Lee Anderson – Assassinato na Amazônia


Com a febre do desenvolvimento se espalhando pelo Brasil, parece que está aberta a temporada de caça, não só à Floresta Amazônica, como também às pessoas que tentam protegê-la.
Numa visita recente ao Rio de Janeiro, estive como convidado em um almoço oferecido por Israel Klabin, industrial brasileiro que é um importante ambientalista (também é amigo meu). Klabin tem uma longa carreira de serviço público, incluindo períodos como prefeito do Rio de Janeiro e organizador da Cúpula da Terra de 1992. Como presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, está agora envolvido ativamente nas preparações da Cúpula da Terra Rio+20, programada para junho de 2012. Klabin estava decepcionado com as mudanças propostas para o Código Florestal, que a Câmara aprovou no mês passado (a votação foi 410 a 63). Um consórcio de grupos do agronegócio, assim como o Partido Comunista do Brasil, haviam feito lobby pesado pela lei. Klabin a caracterizou como uma “catástrofe” ambiental.
A lei propõe, entre outras coisas, anistia oficial à destruição florestal anterior a 2008, relaxamento nas restrições ao corte de madeira e a concessão de maior autoridade aos Estados brasileiros para o estabelecimento de metas de conservação. Klabin estava esperançoso de que algumas das medidas da lei pudessem ser emendadas no Senado, onde ela será debatida na sequência. No entanto, é prevista a sua aprovação. Enquanto isso, a mera expectativa da aprovação parece ter inspirado uma atitude “vamos que vamos” entre fazendeiros, latifundiários e madeireiros na Amazônia. Em março e abril, ocorreu um aumento de 500% na queima de matas e desmatamento em relação ao mesmo período do ano passado.
A nova presidenta brasileira, Dilma Rousseff, uma tecnocrata desenvolvimentista que assumiu o governo no dia 1º de janeiro, terá a última palavra. Até agora, ela tem dito que se oporia à medida de anistia da lei, apesar de as outras serem potencialmente até mais calamitosas (num email enviado esta semana, Klabin escreveu: “o potencial completo das novas regras poderia ir de 17 a 28 bilhões de toneladas de emissão de CO2, dependendo dos cenários. O impacto seria tremendo.”).
A julgar pelas atuais tendências políticas, os preservacionistas brasileiros devem se preparar para uma dura batalha. No dia 1º de junho, apenas uma semana depois da votação da lei, o governo de Dilma Rousseff aprovou o projeto da Hidrelétrica de Belo Monte. O projeto, de três anos e US$ 17 bilhões, envolve a construção de uma megabarragem no Rio Xingu, um dos principais afluentes do Rio Amazonas e um dos grandes rios selvagens da América do Sul. Quando estiver completa, em 2015, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, inundando cerca de 120 mil hectares de floresta equatorial no Estado do Pará, incluindo parte da morada tradicional dos índios caiapó. A construção da barragem foi detida durante décadas pela oposição de ambientalistas, dos próprios caiapó e de outros grupos indígenas. Os defensores de Belo Monte argumentam que somente 20 mil pessoas serão afetadas e que elas serão compensadas financeiramente. Belo Monte, dizem eles, é necessária para salvaguardar a “soberania nacional” do Brasil, fornecendo suficiente energia para atender as demandas de uma economia em expansão, que cresceu, no ano passado, a uma taxa de 7,5%.
Com a febre do desenvolvimento se espalhando pelo Brasil, parece que está aberta a temporada de caça, não só à Floresta Amazônica, como também às pessoas que tentam protegê-la. Em 24 de maio, dia em que se debatia a nova lei, chegou a notícia de que dois assassinos de motocicleta haviam emboscado e matado José Cláudio Ribeiro da Silva, ativista ambiental, e sua esposa Maria. Naquele estilo típico das execuções contratadas, os assassinos deram a Zé Cláudio, como ele era conhecido, e a Maria, os tiros de misericórdia na cabeça e cortaram uma orelha de cada um. Zé Cláudio era um opositor firme e carismático dos latifundiários grileiros e dos queimadores de carvão. Em novembro do ano passado, em um discurso feito num colóquio TEDx em Manaus, ele disse que estava recebendo ameaças de morte. Quando um parlamentar anunciou a notícia dos assassinatos na Câmara e pediu uma investigação, uma rodada de vaias irrompeu das galerias de ruralistas do agronegócio.
Três dias depois, em Rondônia, Adelino Ramos, outro importante ativista ambiental, foi assassinado na frente de sua mulher e de seus filhos. No dia seguinte, a alguns quilômetros de onde Zé Cláudio e Maria haviam sido mortos, um jovem chamado Eremilton Pereira dos Santos foi assassinado, em estilo execução. Seus parentes disseram que ele pode ter presenciado a morte de Zé Cláudio. No dia 9 de junho, no mais recente desses incidentes, outro ativista camponês foi assassinado no Pará.
“Tudo isto é parte do mesmo triste padrão”, me disse, em um email, Scott Wallace, autor de um livro ainda no prelo, Os Inconquistados, sobre as últimas tribos não contactadas da Amazônia.
“O assassinato está no mesmo registro de muitos outros que já aconteceram na Amazônia, e no Estado do Pará em particular, nos últimos vinte anos. Você tem criminosos descarados grilando terra pública, cortando árvores, desmatando, como se fosse deles … Se não são prefeitos, vereadores ou deputados, são amigos íntimos daqueles, e contribuem generosamente para suas campanhas eleitorais … Raramente se processam esses crimes. É por isso que parte tão grande da devastação da floresta avança de mãos dadas com a ausência da lei.”
Em 2005, a freira Dorothy Stang, natural de Ohio, defensora da conservação da floresta, também foi assassinada no Pará, outra morte contratada por madeireiros e latifundiários locais. A Comissão Pastoral da Terra anunciou que Zé Cláudio, Maria e Adelino Ramos estavam, todos eles, na lista de ativistas em perigo. A CPT disse também que mais 125 militantes eram alvos potenciais de assassinato. Alguns dias atrás, depois de uma série de reuniões ministeriais de emergência, o governo federal enviou uma unidade de 60 policiais de elite ao Pará para proteger alguns dos ativistas ameaçados. Mas o Pará é conhecido no Brasil como “estado sem lei”, por sua falta de investigação de crimes. Das centenas de homicídios registrados no Estado, pouquíssimos acusados já foram apreendidos.
O jornalista brasileiro Felipe Milanez, que era amigo de Zé Cláudio e de sua esposa Maria e que tem pesquisado a busca policial no caso dos seus assassinatos, me escreveu para dizer que um latifundiário local é um foco de investigação da polícia. “Esperamos que façam seu trabalho”, ele disse. “Mas não sabemos se o farão.”
Outro amigo brasileiro, José Júnior, fundador da ong AfroReggae, com sede em uma favela, esteve recentemente no Pará. Por coincidência, ele tinha se programado para entrevistar Zé Cláudio no dia de seu assassinato, e participou do velório de Eremilton Pereira dos Santos alguns dias depois. Júnior, que se criou em uma das favelas mais violentas do Rio, escreveu: “Nunca havia estado num velório como aquele na minha vida. As pessoas tinham medo de chorar”.
Tradução: Idelber Avelar.
Publicado originalmente no The New Yorker e retirado do site da Revista Fórum.
(Revista Fórum)

terça-feira, 12 de julho de 2011

“Incra conclui processo de aquisição da fazenda Santa Elina, em Corumbiara’”, comemora Padre Ton Padre Ton disse que sugeriu ao Incra que o novo projeto de assentamento seja denominado “Projeto de Assentamento Adelino Ramos

O Incra em Rondônia concluiu o processo de aquisição da fazenda Santa Elina, em Corumbiara, 16 anos depois do massacre que resultou na morte de 10 trabalhadores rurais e dois policiais militares. A informação é do deputado federal Padre Ton, que comemora a compra da área para assentar 350 famílias de trabalhadores rurais sem terra.

“O superintendente do Incra, Carlino Lima, me disse que em menos de 90 dias a área de 14 mil e 800 hectares será transformada no mais novo projeto de assentamento do Estado. E as primeiras famílias contempladas serão as remanescentes do conflito em Corumbiara”, explica Padre Ton.

Para o deputado, o Incra está saldando uma grande dívida para com os trabalhadores do campo, e num momento em que a “história parece se repetir”.

“O líder rural e ambientalista José Adelino Ramos, o Dinho, assassinado na última sexta-feira, em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho, foi sobrevivente do massacre de Corumbiara. Lamento muito que Dinho não possa ver o resultado de sua luta”, diz o deputado.

O processo de aquisição foi concluído esta semana. Após vencer etapas difíceis do processo, uma verdadeira batalha judicial, nos próximos dias o Incra vai expedir uma ordem de pagamento no valor aproximado de R$ 6 milhões aos proprietários, para pagamento das benfeitorias feitas na fazenda, que alcança também o município de Chupinguaia.
No total, segundo Padre Ton, serão desembolsados R$ 54 milhões, que a exceção do pagamento pelas benfeitorias, serão quitados mediante títulos da dívida agrária, resgatáveis em até 20 anos.

O deputado Padre Ton disse que sugeriu ao superintendente do Incra, Carlino Lima, que o novo projeto de assentamento seja denominado “Projeto de Assentamento Adelino Ramos”. Este é o nome completo de Dinho, assassinado à bala por defender a floresta em pé, no distrito de Vista Alegre do Abunã.

Assessoria de Imprensa
Postado por Cimar Gebrim em 04/06/11 às 00:06
A homenagem maior que o Adelino Ramos gostaria de receber seria a Igualdade Social pela a qual sempre lutou e também a absorvição do seu Filho pelo STJ, principalmente, por ser uma questão de legítima defesa e não de crime pelo qual está condenado. Outro fato importante de se lembrar é que os camponeses não puderam lhe prestar as últimas homenagem, pois o velório mais parecia com os do grandes políticos, sem nenhum trabalhador rural, somente autoridades, policiais e seus familiares mais próximo. De pouco adianta esta homenagem, agora lutar pela a liberdade justa do seu filho junto ao STJ sim, esta seria uma bela homenagem e com certeza ele ficaria mais contente, do que ver um assentamento com o seu nome que não beneficiará cos camposes que tanto lutaram e perderam suas vidas por esta terra.
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Postado por Daniel Pereira em 03/06/11 às 22:06
Uma homenagem muito justa, pois Adelino Ramos deu grande contribuição na luta pela reforma agrária no Brasil, mas há alguém que tombou no mesmo ano em que ocorreu o massacre de Corumbiara. Em dezembro de 1996 foi covardemente assassinado o Vereador Manoel Ribeiro, o Nelinho, cujo crime está diretamente ligado ao episódio. Manoel Ribeiro era um jovem verador do PT em Corumbiara, morto sem ver sua primeira filha nascer.TAbém merece ser homenageado com a criação do projeto de assentamento na sangrenta Fazenda Santa Elina.
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Postado por Paulo em 03/06/11 às 17:06
É, não queria fazer nenhum comentário referente a matéria deste porte, mas não posso ficar calado diante de um pais que reina a democracia, sinto muito Deputado Padre Ton mais tenho que deixar registrado que á 16 anos esse Senhor Adelino Ramos vinha envolvido em confusão e não apredeu, para início de conversa esse rapaz não é e nunca foi ambientalista, ao meu ver para ser ambientalista, temos que se aprofundar muito em estudos ambientais, tenho uma leve impressão que este rapaz foi mentor da invasão da fazenda urupá em Candeias do Jamari, e nesta confusão o mesmo tirou muito proveito com a situação de assentamento dos Flor do Amazônia I, II e III e na mesma oportunidade nas eleições de 2006 se candidatou a vereador em Candeias do Jamari, felismente não conseguiu se eleger, mais em fim, não vejo com os bons olhos tanta honra e mérito por parte social deste rapaz, fica aqui um desafio para a imprensa, o Deputado Padre Ton diz que este rapaz era um ambientalista, qual é o grau de instrução deste rapaz, temos que investigar a vida deste rapaz com tanta honra e mérito pelo noble Deputado...qual é o grau de instrução para ser um ambientalista...!!!!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pastoral da Terra cobra proteção para lideranças


Grupo da Igreja Católica informou que os líderes ameaçados de morte continuam sem proteção no sul do estado. Eles cobram medidas prometidas pelos governos.
[ i ]Líderes ameaçados no Sul de Lábrea ainda aguardam medidas de proteção prometidas pelos governos.
Manaus - Passado mais de um mês do assassinato do líder agrário, Adelino Ramos, que atuava no sul do município de Lábrea, os ameaçados de morte daquela região, 11 lideranças, ainda aguardam as medidas de proteção prometidas pelos governos estadual e federal, segundo a coordenadora do Comissão Pastoral da Terra do Amazonas (CPT-AM), Auriédia Marques da Costa.
Ela ressaltou que alguns líderes estão sendo obrigados a permanecer na área de conflito por falta de condições de se deslocarem para outras cidades. Os casos considerados mais graves, de acordo com Auriédia, a pastoral tem tomado medidas de proteção com recursos próprios, como a transferência deles para outras localidades.
Nem mesmo o reforço de 70 policiais militares prometido pelo governo estadual, de acordo com a coordenadora, ocorreu nesse período de um mês. O Amazonas possui atualmente 30 pessoas ameaçadas de morte, deste total, 11 são da região sul do Estado.
A reportagem conversou pelo telefone com a líder agrária da cidade de Lábrea Nilcelene Miguel de Lima. Ela contou que teve de sair da região com apoio da CPT por causas das ameaças e atentados que sofreu na cidade em razão de sua atuação em defesa dos agricultores. “Há dois meses eu moro longe de minha família e, atualmente, tenho eu tomar remédio controlado e, ainda assim, tenho sonhos em que sou o assassinada e torturada”, relatou.
De acordo com Nilcelene, antes de sair de Lábrea, ela teve as terras invadidas e as plantações de café, banana e abacaxi queimadas pelos pistoleiros da região.
“Ali parece mais uma terra sem lei, onde só quem manda são os madeireiros e pistoleiros que agem livremente. Quem vive preso, hoje, sou eu que tenho que ficar escondido e tive a casa queimada enquanto os bandidos ficam livres e continuam ameaçando outras pessoas”, reclamou.
Soluções
Para a coordenadora da CPT-AM, Auriédia Marques da Costa. as soluções apresentadas até o momento, como a escolta policial, são insuficientes para atender a necessidade da região e dos ameaçados de morte. “Além de resguardar a integridade física destas pessoas que sofrem ameaças é necessária uma maior presença do Estado para evitar que os conflitos agrários voltem a tomar conta daquela região”, afirmou a coordenadora do CPT-AM.
De acordo com a Auriédia, a falta de estrutura básica como serviços de telefonia, delegacia de polícia, energia elétrica, além de outros serviços essenciais favorece que o ‘vazio’ seja preenchido por madeireiros que, segundo a coordenadora, se impõe pela ‘força’. “Se não resolvermos de vez o problema fundiário, estes trabalhadores ameaçados irão permanecer vulneráveis, mesmo com proteção policial, porque quando a segurança sair de lá, os conflitos irão retornar”, avaliou.
A prisão e a retirada das pessoas responsáveis pela ameaças é a principal reivindicação dos assentados em programas de desenvolvimento sustentável de Lábrea, de acordo com a coordenadora do CPT-AM.
A assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM) informou que o reforço de policiais foi enviado ao município de Lábrea e já está atuando. A reportagem tentou falar com o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Lélio Lauria, mas as ligações não foram atendidas.
Crimes na Região Amazônica não ficarão impunes, diz ministra
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, afirmou na última terça-feira, que o órgão está acompanhando de perto as investigações e os inquéritos policiais sobre os conflitos agrários na região amazônica. De acordo com a ministra, o governo está avaliando a situação das pessoas ameaçadas para que possa oferecer proteção às comunidades e individualmente, nos casos mais graves.
Em junho deste ano, órgãos estaduais da área de segurança, Ministério Público do Estado (MP-AM) e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) assinaram um acordo para garantir a proteção de lideranças ligadas ao movimento de reforma agrária ameaçadas de morte no Amazonas. Entre as medidas anunciadas estão medidas para acelerar a conclusão de inquéritos policiais relativos a homicídios.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ameaçados de morte em conflitos agrários na Amazônia receberão escolta policial Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República vai coordenar medidas de proteção a 131 pessoas Manaus, 06 de Julho de 2011 ELAÍZE FARIAS















O agricultor e líder camponês, Adelino Ramos, assassinado no final de maio, em Rondônia. Ele morava em assentamento no Amazonas. (Jimmy Maciel/Sepror)
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) analisa atualmente a forma de proteção que será oferecida a 131 pessoas ameaçadas de morte em conflitos agrários nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
A assessoria de comunicação da SDH/PR informou ao portalacritica.com que após analisar todos os casos de defensores de direitos humanos da região Norte enviados pelos movimentos sociais, o órgão chegou às 131 pessoas em situações consideradas graves.
Cada caso analisado individualmente foi classificado com coeficientes de risco pessoal e familiar.
A partir dessa definição, informou a assessoria, a Secretaria de Direitos Humanos está determinando, junto com os Estados e com a Força Nacional de Segurança, quem vai receber e qual a modalidade de proteção que será oferecida.
Serão realizadas visitas in loco ao local de atuação para análise da situação. Também será definida a proteção policial em casos de grave risco e vulnerabilidade, com ronda e escolta 24 horas por dia.
A assessoria de imprensa da SDH/PR não informou, contudo, quando as medidas de proteção deverão ser, de fato, implementadas.
Ameaças
Desde o assassinato de camponeses e pessoas ligadas ao movimento ambiental e social no Amazonas, no mês de maio, a SHD/PR realizou uma série de visitas nas áreas de maior conflito agrário e colheu depoimentos de ameaçados.
Um dos casos mais graves é de Nilcilene Miguel de Lima, 44, ex-moradora da gleba Iquiri, localizada no município de Lábrea.
Nilcilene, que fugiu para Manaus após receber várias ameaças de morte, esteve esta semana em Brasília, para prestar depoimento na SDH/PR, a convite do órgão.
No Amazonas, equipes do SHD/PR visitaram, por exemplo, a região do município de Lábrea onde há diversas glebas, incluindo o assentamento Curuquetê, onde vivia o camponês assassinado em maio, Adelino Ramos.
Lista
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Comissão Pastoral da Terra (CPT), com sede em Goiânia (GO), a entidade forneceu à SDH uma lista de 1.855 pessoas ameaçadas entre 2000 e 2010. E outra lista com 165 nomes de pessoas que foram ameaçadas mais de uma vez nesse período. Conforme a assessoria, a SGD fez um apanhado nessas listas e em outras entregues por outras organizações.
Em declaração veiculada na Agência Brasil, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que o órgão está acompanhando de perto as investigações e os inquéritos policiais sobre os conflitos agrários na região amazônica.
Segundo ela, o trabalho do órgão está voltado não só para a proteção de ambientalistas, agricultores e ativistas, mas também para o combate à impunidade na região.
















terça-feira, 5 de julho de 2011

CTB/RO realizou 2º Encontro Sindical em Guajará-Mirim Rondônia

O tema do encontro foi  “Desenvolvimento com Responsabilidade Ambiental e Justiça Social”.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Rondônia (CTB-RO) realizou no último final de semana, no Clube da AABB, em Guajará-Mirim, o 2º Encontro de Sindicalistas da CTB, evento que reuniu dezenas de sindicalistas rondonienses de vários municípios do Estado.

O tema do encontro da CTB, que ocorreu em Guajará-Mirim nos dias 2 e 3 de julho, na AABB, foi  “Desenvolvimento com Responsabilidade Ambiental e Justiça Social”, uma discussão profunda sobre o desenvolvimentismo sobre a ótica dos trabalhadores. O evento foi prestigiado pelo o presidente da seccional carioca, Maurício Ramos.

Além das plenárias temáticas, o evento homenageou o líder camponês, Adelino Ramos, o Dinho, coordenador geral do Movimento Camponês de Corumbiara (MCC) e que foi assassinado na Ponta do Abunã há pouco mais de um mês. A maioria dos inscritos no encontro elogiaram a luta do líder camponês e fizeram uma trajetória de toda a sua vida até o fatídico dia de sua morte.

“Adelino morreu pelo ideal da Reforma Agrária”, disse o presidente da CTB Rondônia, Francisco Pantera ao ressaltar a falha do Governo Brasileiro em não dar proteção ao lide camponês. “Todo País desenvolvido teve que passar pela reforma agrária. Dinho sabia disso e morreu por essa causa e deixou a todos os trabalhadores o exemplo de seu ideal”, disse.

O representante da CTB Nacional, Maurício Ramos, elogiou o evento e a presença dos camaradas comunistas e se impressionou com o crescimento da Central em Rondônia. Ao tomar conhecimento de que a chapa apoiada pela CTB venceu as eleições do Sindsaúde, o terceiro maior sindicato do Estado, ele disse que a meta é a curto e médio prazo a CTB ser a maior central representativa de trabalhadores em Rondônia.


Assessoria CTB

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CTB/RO realiza maior encontro sindical da história de Rondônia

CTB/RO realiza maior encontro sindical da história de Rondônia

Noticias - 01/07/11 - 08h36

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Rondônia realizam no sábado e domingo o 2º Encontro de Sindicalistas da CTB. O evento promete ser o maior encontro sindical da história do Estado, pois deve contar com a presença de sindicalistas de países vizinhos sul-americanos.  
Somente de Rondônia está confirmada a presença de 300 sindicalistas de 46 municípios. “A CTB é a central que mais cresce no País. O encontro vai mostrar a grandeza da entidade que hoje conta com cerca de 8 milhões de filiados no Brasil inteiro”, comemora o presidente da CTB/RO, Francisco Pantera. 
O tema do encontro da CTB, que ocorre em Guajará-Mirim dias 2 e 3 de julho, na AABB, será “Desenvolvimento com Responsabilidade Ambiental e Justiça Social”, uma discussão profunda sobre o desenvolvimentismo sobre a ótica dos trabalhadores.  
De acordo com Pantera, o encontro terá a presença de um dirigente nacional da CTB, o presidente da seccional carioca, Maurício Ramos. O 2º Encontro da CTB prestará uma homenagem ao secretário de Políticas Agrárias, Adelino Ramos, o Dinho, ex-coordenador do MCC, que foi assassinado em Extrema, na luta pela Reforma Agrária.  
Programação:  
Sábado 
14 às 19h - credenciamento 
19h30 – abertura 
20h30 – Plenárias: 
- Mulheres Trabalhadoras;
- Juventude Trabalhadora;
- Trabalhadores Rurais;
- Luta pela Moradia;
- Luta conta o Racismo.  
21h30 - jantar 
22h30 – show cultural com artistas regionais, apresentação de capoeira, boi-bumbá, e artistas bolivianos.  
Domingo 
7h30 as 8h30 – café da manhã 
9h – A CTB no Contexto Internacional e Nacional e o Novo Projeto de Desenvolvimento Nacional – Rondônia no contexto desenvolvimentista
11h30 – Plenária final 
12h – almoço