quarta-feira, 29 de junho de 2011

LINK DO VÍDEO DA AUDIÊNCIA OENTEN EM BRASILIA PELO FIM DA IMPUNIDADE AOS CAMPONESES -http://186.202.10.36/wmroot/cache/2011-6-29-12-14-49-867.asf

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A audiência pública na Câmara dos Deputados para debater a violência no campo, realizada nesta terça-feira (28), foi marcada pela defesa de um novo julgamento para Claudemir Gilberto Ramos, camponês condenado a oito anos e seis meses de prisão por conta do episódio conhecido como Massacre de Corumbiara. Clauceli Ramos, filha de Adelino Ramos, líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC) assassinado em Vista Alegre do Abunã (RO) no mês passado por denunciar roubo de madeira, disse que seu irmão é “foragido da injustiça e não da Justiça”. “Onde quer que ele esteja, que seja revisto o caso dele. Que tenha a liberdade porque esse julgamento foi um teatro, foi uma palhaçada”, lamentou Clauceli durante a audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania. Aos deputados e autoridades presentes, entre elas o ouvidor agrário nacional Gersino Silva, Clauceli, emocionada, narrou a dor de perder o pai e não poder conviver com seu irmão Claudemir. “Meu pai morreu do jeito que chegou a Rondônia, vendendo verdura para sustentar a família”, disse, lembrando o quando foi duro ver o corpo de Adelino cravejado de balas. Caso Corumbiara O Massacre de Corumbiara ocorreu na madrugada de 9 de agosto de 1995. A Polícia Militar de Rondônia, à época do governo Valdir Raupp, entrou na Fazenda Santa Elina, onde estavam famílias de sem terra, na madrugada, caracterizada a primeira ilegalidade da operação de retirada das pessoas. No confronto, ao menos 12 sem terra foram mortos por policiais militares e pistoleiros. Dois policiais morreram na troca de tiros. Tido como líder dos trabalhadores rurais, Claudemir acabou processado. Ele e o colega Cícero Pereira Leite foram condenados com base em uma peça do Ministério Público Estadual que considerou uma investigação da Polícia Civil, feita com base na apuração

Em audiência na Câmara, ativistas pedem novo julgamento de foragido de Corumbiara

Clauceli Ramos, sobrevivente do massacre ocorrido em 1995 em Rondônia, lembra que irmão vive escondido até hoje graças a julgamento que considera um “teatro”
Publicado em 28/06/2011, 17:35
Última atualização às 17:35
São Paulo – A audiência pública na Câmara dos Deputados para debater a violência no campo, realizada nesta terça-feira (28), foi marcada pela defesa de um novo julgamento para Claudemir Gilberto Ramos, camponês condenado a oito anos e seis meses de prisão por conta do episódio conhecido como Massacre de Corumbiara.
Clauceli Ramos, filha de Adelino Ramos, morto há um mês em Rondônia, narrou a deputados a dor de perder o pai e de não poder conviver com seu irmão, Claudemir. “Onde quer que ele (Claudemir) esteja, que seja revisto o caso dele. Que tenha a liberdade porque esse julgamento foi um teatro, foi uma palhaçada”, lamentou Clauceli durante a audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania.
Na madrugada de 9 de agosto de 1995, ao menos 12 sem-terra foram mortos por policiais militares e pistoleiros na Fazenda Santa Elina. Dois policiais morreram na troca de tiros. Claudemir, escolhido pelos policiais como líder do movimento de trabalhadores rurais, acabou processado. Ele e o colega Cícero Pereira Leite foram condenados com base em uma peça do Ministério Público Estadual que se baseou quase exclusivamente na investigação da Polícia Civil. Esta tomou como fundamento a apuração conduzida pela Polícia Militar, envolvida na operação. Desde 2004, quando se esgotaram os recursos no Judiciário, Claudemir é tido como foragido. Ele não aceita cumprir a pena por considerar que foi definida em um julgamento injusto.
O camponês contou à Rede Brasil Atual que só tinha nas mãos uma máquina fotográfica, não tendo utilizado armas. “Aonde que uma máquina fotográfica que registra as atrocidades cometidas tanto por policiais quanto por pistoleiros pode assassinar?”, indagou Clauceli.
Este ano se intensificou a atuação para obter um novo julgamento para o caso. Em 2004, a Organização dos Estados Americanos (OEA) indicou que não poderia avaliar o processo porque os crimes ocorreram antes da entrada do Brasil no Sistema Interamericano de Justiça. No entanto, assinalou que era flagrante que a apuração estava repleta de ilegalidades.
“O Estado brasileiro condenou essas duas pessoas para justificar sua forma de Justiça no campo. O julgamento não passou de uma farsa. Qualquer advogado que veja os laudos do processo vai ver que é uma vergonha para a Justiça brasileira”, lamentou Francisco Batista da Silva, representante do Movimento Camponês de Corumbiara. “Tudo tem um lado só. É o lado do latifúndio contra a organização dos camponeses.”

Investigações

Em 27 de maio, Adelino Ramos, de 56 anos, também sobrevivente do massacre e pai de Claudemir, foi assassinado em Vista Alegre do Abunã, um distrito de Porto Velho. Dinho, como era conhecido, foi alvejado por Ozeas Vicente quando estava em seu carro na companhia da esposa e de duas filhas. O camponês vinha sendo ameaçado por conta das denúncias que fez contra madeireiros da região, divisa entre Rondônia e Amazonas.
O ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino Silva, informou, durante a audiência desta terça na Câmara, que a apuração caminhou rapidamente e que a maioria dos que tiveram o envolvimento comprovado até agora já estão presos. Clauceli, no entanto, lembrou que tanto sua mãe quanto a última companheira de Adelino estão sem proteção policial e podem ser vítimas de novas ações.

Federalização de casos de violência no campo vira polêmica entre juízes

Magistrados federais querem avaliar os processos, mas estaduais não abrem mão
Publicado em 28/06/2011, 18:00
Última atualização às 18:23
São Paulo – Sempre discutida quando há uma onda de violência na zona rural brasileira, a federalização do julgamento desse tipo de crime veio novamente à tona durante audiência realizada nesta terça-feira (28) na Câmara.
Gabriel Wedy, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), defendeu a medida como uma chave para reduzir a impunidade no assassinato de camponeses e de trabalhadores rurais sem-terra. “Devemos colocar os corporativismos de lado. Devemos pensar nos benefícios da sociedade. É uma vergonha para nosso país o que está acontecendo”, afirmou durante o debate promovido pelas comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania.
Wedy apresentou a informação de que dos 180 casos apurados no Pará sobre mortes no campo, apenas quatro resultaram em abertura de inquérito. Por isso, ele defende que a investigação seja conduzida sempre pela Polícia Federal, por contar com mais recursos e sofrer menos pressões dos grupos de poder locais, muitas vezes envolvidos nesses episódios.
A emenda constitucional 45, sancionada em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê o deslocamento de competência nos casos de graves violações de direitos humanos. A transferência, no entanto, depende de ação da Procuradoria Geral da República que precisa ser avalizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na prática, segundo o magistrado, apenas um caso – envolvendo grupos de extermínio em Pernambuco e na Paraíba – foi federalizado.
Por isso, Wedy acredita ser necessário institucionalizar o deslocamento diretamente para a Justiça Federal dos processos de mortes violentas ocorridas no campo. “Tenho certeza de que esse número vergonhoso de 98% de impunidade no Pará, com a federalização, temos a condição de acabar com a impunidade.”

Recursos

Também presente à audiência, o vice-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Diógenes Hassam Ribeiro, criticou a possibilidade de federalização. “Entendemos que a melhor solução é dotar os estados de recursos públicos, humanos e materiais, e treinar as forças públicas para que essas medidas tragam benefícios para o combate a todos os tipos de delito, inclusive da violência no campo.”
De acordo com o juiz, a Justiça dos estados contou, em 2009, com 15 mil magistrados e gastou R$ 23 bilhões naquele ano. Já a Justiça federal, segundo disse, tinha 1.500 magistrados e gastou R$ 6 bilhões. Além disso, de acordo com Diógenes Ribeiro, “o número de julgamentos da Justiça estadual é muitas vezes superior à Justiça federal”.

Outras ações

Uma série de outras sugestões foram apresentadas durante o amplo debate. O ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino Silva, ponderou que há uma gama de motivos que explicam a violência na área rural e que, portanto, é preciso lançar mão de várias ações para acabar com o problema.
Combater a ocupação ilegal de terras, agilizar a regularização de áreas públicas na Amazônia Legal, organizar mutirões para os processos criminais, acelerar os inquéritos policiais, acabar com a extração ilegal de madeira e fortalecer e criar fóruns agrários nos estados do Norte são alguns exemplos que dão conta de que a solução é bastante complexa.
O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Landislau Biernaski, considera que a reforma agrária é a medida crucial para combater a violência no campo. Ele não deixou de culpar deputados e senadores pela realidade atual e ressaltou que a terra está concentrada nas mãos de pouquíssimas pessoas no Brasil, fazendo com que pouca gente viva na zona rural. “Com essa imensidão, isso é incompreensível”, sustentou. “Grandes distorções, como a destinação pelo governo federal de mais de R$ 100 bilhões ao agronegócio e apenas 10% desse valor para os pequenos produtores, que produzem mais de 70% dos alimentos para os brasileiros” fecham o quadro de violência, na visão de Biernaski.

Em audiência na Câmara, ativistas pedem novo julgamento de foragido de Corumbiara


Clauceli Ramos, sobrevivente do massacre ocorrido em 1995 em Rondônia, lembra que irmão vive escondido até hoje graças a julgamento que considera um “teatro”
Publicado em 28/06/2011, 17:35
Última atualização às 17:35
São Paulo – A audiência pública na Câmara dos Deputados para debater a violência no campo, realizada nesta terça-feira (28), foi marcada pela defesa de um novo julgamento para Claudemir Gilberto Ramos, camponês condenado a oito anos e seis meses de prisão por conta do episódio conhecido como Massacre de Corumbiara.
Clauceli Ramos, filha de Adelino Ramos, morto há um mês em Rondônia, narrou a deputados a dor de perder o pai e de não poder conviver com seu irmão, Claudemir. “Onde quer que ele (Claudemir) esteja, que seja revisto o caso dele. Que tenha a liberdade porque esse julgamento foi um teatro, foi uma palhaçada”, lamentou Clauceli durante a audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania.
Na madrugada de 9 de agosto de 1995, ao menos 12 sem-terra foram mortos por policiais militares e pistoleiros na Fazenda Santa Elina. Dois policiais morreram na troca de tiros. Claudemir, escolhido pelos policiais como líder do movimento de trabalhadores rurais, acabou processado. Ele e o colega Cícero Pereira Leite foram condenados com base em uma peça do Ministério Público Estadual que se baseou quase exclusivamente na investigação da Polícia Civil. Esta tomou como fundamento a apuração conduzida pela Polícia Militar, envolvida na operação. Desde 2004, quando se esgotaram os recursos no Judiciário, Claudemir é tido como foragido. Ele não aceita cumprir a pena por considerar que foi definida em um julgamento injusto.
O camponês contou à Rede Brasil Atual que só tinha nas mãos uma máquina fotográfica, não tendo utilizado armas. “Aonde que uma máquina fotográfica que registra as atrocidades cometidas tanto por policiais quanto por pistoleiros pode assassinar?”, indagou Clauceli.
Este ano se intensificou a atuação para obter um novo julgamento para o caso. Em 2004, a Organização dos Estados Americanos (OEA) indicou que não poderia avaliar o processo porque os crimes ocorreram antes da entrada do Brasil no Sistema Interamericano de Justiça. No entanto, assinalou que era flagrante que a apuração estava repleta de ilegalidades.
“O Estado brasileiro condenou essas duas pessoas para justificar sua forma de Justiça no campo. O julgamento não passou de uma farsa. Qualquer advogado que veja os laudos do processo vai ver que é uma vergonha para a Justiça brasileira”, lamentou Francisco Batista da Silva, representante do Movimento Camponês de Corumbiara. “Tudo tem um lado só. É o lado do latifúndio contra a organização dos camponeses.”

Investigações

Em 27 de maio, Adelino Ramos, de 56 anos, também sobrevivente do massacre e pai de Claudemir, foi assassinado em Vista Alegre do Abunã, um distrito de Porto Velho. Dinho, como era conhecido, foi alvejado por Ozeas Vicente quando estava em seu carro na companhia da esposa e de duas filhas. O camponês vinha sendo ameaçado por conta das denúncias que fez contra madeireiros da região, divisa entre Rondônia e Amazonas.
O ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino Silva, informou, durante a audiência desta terça na Câmara, que a apuração caminhou rapidamente e que a maioria dos que tiveram o envolvimento comprovado até agora já estão presos. Clauceli, no entanto, lembrou que tanto sua mãe quanto a última companheira de Adelino estão sem proteção policial e podem ser vítimas de novas ações.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Filha de Adelino Ramos pede novo julgamento para irmão que vive foragido


Filha de Adelino Ramos pede novo julgamento para irmão que vive foragido

Texto e Foto Mara Paraguassu

Clauceli Ramos: "Meu irmão é foragido da injustiça e não da justiça"
A audiência pública na Câmara dos Deputados para debater a violência no campo, realizada nesta terça-feira (28), foi marcada pela defesa de um novo julgamento para Claudemir Gilberto Ramos, camponês condenado a oito anos e seis meses de prisão por conta do episódio conhecido como Massacre de Corumbiara.
Clauceli Ramos, filha de Adelino Ramos, líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC) assassinado em Vista Alegre do Abunã (RO) no mês passado por denunciar roubo de madeira, disse que seu irmão é “foragido da injustiça e não da Justiça”. “Onde quer que ele esteja, que seja revisto o caso dele. Que tenha a liberdade porque esse julgamento foi um teatro, foi uma palhaçada”, lamentou Clauceli durante a audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Constituição, Justiça e Cidadania. 
Aos deputados e autoridades presentes, entre elas o ouvidor agrário nacional Gersino Silva, Clauceli, emocionada, narrou a dor de perder o pai e não poder conviver com seu irmão Claudemir. “Meu pai morreu do jeito que chegou a Rondônia, vendendo verdura para sustentar a família”, disse, lembrando o quando foi duro ver o corpo de Adelino cravejado de balas.  
Caso Corumbiara
O Massacre de Corumbiara ocorreu na madrugada de 9 de agosto de 1995.  A Polícia Militar de Rondônia, à época do governo Valdir Raupp, entrou na Fazenda Santa Elina, onde estavam famílias de sem terra, na madrugada, caracterizada a primeira ilegalidade da operação de retirada das pessoas.  No confronto, ao menos 12 sem terra foram mortos por policiais militares e pistoleiros.
Dois policiais morreram na troca de tiros. Tido como líder dos trabalhadores rurais, Claudemir acabou processado. Ele e o colega Cícero Pereira Leite foram condenados com base em uma peça do Ministério Público Estadual que considerou uma investigação da Polícia Civil, feita com base na apuração da Polícia Militar. Claudemir é tido como foragido desde 2004, quando se esgotaram os recursos no Judiciário.
Mantendo uma dignidade inabalável, ele não aceita cumprir a pena por considerar que foi definida em um julgamento injusto. À Rede Brasil Atual, Claudemir contou que só tinha nas mãos uma máquina fotográfica, não tendo utilizado armas. “Aonde que uma máquina fotográfica que registra as atrocidades cometidas tanto por policiais quanto por pistoleiros pode assassinar?”, indagou Clauceli.
 “O Estado brasileiro condenou essas duas pessoas para justificar sua forma de Justiça no campo. O julgamento não passou de uma farsa. Qualquer advogado que veja os laudos do processo vai ver que é uma vergonha para a Justiça brasileira”, lamentou Francisco Batista da Silva, representante do Movimento Camponês de Corumbiara. “Tudo tem um lado só. É o lado do latifúndio contra a organização dos camponeses”, disse ele na audiência.
Investigações
Também sobrevivente do massacre de Corumbiara, Adelino Ramos, 56 anos, foi assassinado em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho, em maio passado.  Dinho, como era conhecido, foi alvejado por Ozeas Vicente quando estava em seu carro na cidade com a  esposa para vender verduras.

Movimento Camponês: só trabalhadores que lutavam por justiça foram punidos


Em audiência pública que discute a impunidade dos crimes contra trabalhadores rurais, o representante do Movimento Camponês Corumbiara, Francisco Batista da Silva, sustentou há pouco que a única consequência do massacre na região em 1995 foi a condenação e a prisão de “dois trabalhadores que nada mais faziam que lutar por justiça”. O ativista refere-se à prisão de duas vítimas de Corumbiara, Claudeni Ramos e Cícero Pereira.
De acordo com Francisco Silva, o julgamento dos dois “não passou de uma farsa”. Segundo ele, “o próprio promotor afirmou no plenário que é preciso matar sem terra mesmo, porque ou o Brasil acaba com os eles ou os eles acabam com o Brasil”.
Segundo o ativista, em Corumbiara 335 pessoas “foram torturadas e massacradas, e outros exterminados sumariamente”.
A audiência promovida pelas comissões de Constituição Justiça e de Cidadania e de Direitos Humanos e Minorias ocorre no Plenário 1.
Continue acompanhando a cobertura desse evento.
Reportagem – Maria Neves Edição – Regina Céli Assumpção



A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'




segunda-feira, 27 de junho de 2011

Movimento Camponês Corumbiara

Movimento Camponês Corumbiara


 
No Brasil, o campo é cenário de um crime repetido: pistoleiros a mando do latifúndio e acumpliciados com a polícia matam trabalhadores e gente emprenhada na defesa dos direitos humanos, como sindicalistas, religiosos, advogados e outros. Aos crimes, segue-se o alarido da imprensa e a comoção da opinião pública, juntam-se provas incriminatórias e o véu do tempo logo se ocupa de encobrir os processos e liberar os culpados. Esses, os mandantes, os donos das terras, ficam para sempre impunes, pois não há vontade real de punir.



Na madrugada de 9 de agosto de 1995, 600 famílias de camponeses sem terra, acampados na Fazenda Santa Elina, em Corumbiara, em Rondônia, foram atacadas ferozmente por tropas da PM reforçadas por bandos de jagunços. Durante 3 horas, os agressores cercaram os trabalhadores com luzes de holofotes e sobre eles dispararam suas metralhadoras e bombas de gás lacrimogêneo. Do fundo dessa noite medonha, homens, mulheres e crianças, entre o sono e o terror, caíam feridos mortalmente ou tratavam de resistir por meio de suas ferramentas e espingardas de caça.



Às primeiras barras do dia, gente fardada e encapuzada, e jagunços invadiram o acampamento a atirar à queima-roupa e a mutilar os indefesos com moto-serras. Dentre os mortos, estava a pequena Vanessa, na ternura de seus 7 anos. Levados para um campo de futebol, mais de 400 camponeses foram torturados frente a suas mulheres e filhos. Muitos foram obrigados a comer o próprio sangue, misturado à terra.



Como de costume, o comandante da PM foi demitido e o Ministro da Agricultura gaguejou frases de fé na justiça. Como de praxe, o INCRA protelou medidas efetivas de assentamento e acampamentos, foi fundado o Movimento Camponês Corumbiara, nascido do drama de Santa Elina.



Agora, na Comarca de Corumbiara, no processo referente ao crime, criaram-se condições para transformar o caso em novo massacre, dessa vez judiciário, de quatro das vítimas, ora apontadas como líderes da invasão e responsáveis diretos, não só pela morte de 2 milicianos, como pelo massacre dos seus próprios companheiros. Adelino Ramos, Cícero Pereira Leite Neto, Claudemir Gilberto Ramos e José Fernando da Silva são os acusados na torpe denunciatória engendrada pela Justiça de Rondônia.



Podemos esperar que a farsa se complete com a intimidação do Conselho de Sentença por parte dos senhores da terra.



O homem do campo quer terra e trabalho. Quer a reforma que lhe trará recursos necessários à produção agrícola. A reforma agrária interessa ao campo e à cidade. Só não interessa ao latifúndio e aos governos que o servem. Dentre os camponeses de Corumbiara, um poeta disse: “todos sonham o mesmo sonho: um novo dia, a terra, o lar”.



Saudamos o novo dia, a terra, a justiça no campo. Nossa solidariedade ao 4 companheiros de Corumbiara. Salve o MCC!


Cértos episódios tem que serem relembrados ,para não cair no esquecimento,assim como a astúcia e a farsa montada contra Claudemir gilberto Ramos e seus companheiros! Que são inocentes e que jamais em hipótese alguma fizeram qualquer coisa que desabonasse suas condutas frente a chamada sociedade!




sábado, 25 de junho de 2011

Agricultores de Rondônia aguardam chegada de Força de Segurança

Conflitos agrários continuam mobilizando os agricultores do estado.
Em 27 de maio, foi assassinado o líder rural Adelino Ramos.

Do Globo Rural
Perto de completar um mês da morte do líder rural Adelino Ramos, foi assassinado em 27 de maio, os conflitos agrários continuam mobilizando os agricultores de Rondônia. Eles ainda esperam a chegada da Força Nacional de Segurança, prometida pelo ministro da Justiça.
A polícia prendeu o acusado pela morte de Adelino Ramos e investiga a participação de outras pessoas no crime.
A morte do líder camponês levou ao estado uma comissão do Senado, representantes da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e o ministro da Justiça, que anunciou o envio de homens da Força Nacional para a região onde ocorreu o assassinato.
De acordo com a Pastoral da Terra do estado, vinte e duas pessoas estariam sendo ameaçadas de morte por causa de conflitos no campo. Três dias depois da passagem do ministro pelo local, nenhum homem da Força Nacional chegou a Rondônia para a operação anunciada. O governo do estado não quis se pronunciar sobre o assunto.
 


ABAIXO-ASSINADO NACIONAL E INTERNACIONAL EM DEFESA DA LIBERDADE DE CLAUDEMIR GILBERTO RAMOS E CÍCERO PEREIRA LEITE NETO E INDENIZAÇÃO AS VITIMAS DO MASSACRE DE CORUMBIARA RO-BRASIL

Um dos mais antigos métodos de democracia. www.peticaopublica.com.br
Petição Pública



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Abaixo-assinado ABAIXO-ASSINADO NACIONAL E INTERNACIONAL EM DEFESA DA LIBERDADE DE CLAUDEMIR GILBERTO RAMOS E CÍCERO PEREIRA LEITE NETO E INDENIZAÇÃO AS VITIMAS DO MASSACRE DE CORUMBIARA RO-BRASIL

Para:Presidente da República Federativa Do Brasil; Supremo Tribunal Federal

ABAIXO-ASSINADO NACIONAL E INTERNACIONAL EM DEFESA DA LIBERDADE DE CLAUDEMIR GILBERTO RAMOS E CÍCERO PEREIRA LEITE NETO E INDENIZAÇÃO AS VITIMAS DO MASSACRE DE CORUMBIARA RO-BRASIL

Destinatário:
Sra. Presidente da República Federativa do Brasil,
Srs. Presidente do Supremo Tribunal Federal Do Brasil,
Sr. Ministro da Justiça,
Sr. Presidente do tribunal de justiça de Rondônia,
Sr. Governador de Rondônia,

Pedimos aos cidadãos com espírito de justiça, no Brasil e no mundo, que assinem e divulguem este abaixo-assinado para a liberdade de Claudemir Gilberto ramos e Cícero pereira leite neto e indenização as vitimas do massacre de Corumbiara Ro.
LIBERDADE E JUSTIÇA E O QUE QUEREMOS!...

nós, abaixo-assinados, pedimos-lhes solenemente que investiguem novamente o caso Corumbiara ou um novo julgamento e seja feito justiça aos injustiçados e vitimas do massacre de Corumbiara (Ro) em 9 de agosto de 1995 Nos dos Comitês em Defesa por Justiça no Brasil, e indenização as Vítimas do Massacre de Corumbiara Rondônia lutamos em prol não só da Reforma Agrária, mas também pela paz e liberdade para os injustiçados no caso Corumbiara assim viemos nos manifestar junto à opinião publica contra as injustiças cometidas a 16 anos do acontecido as indenização as vitimas ate hoje não saiu do papel do governo do estado De Rondônia, Claudemir Gilberto Ramos e Cícero pereira leite neto dois camponeses foram condenados em agosto de 2000.
No nosso entender condenados injustamente sem provas nos autos do processo e os latifundiários continua impune ate hoje, queremos justiça Em favor das classes de trabalhadores menos favorecidas, Liberdade ao companheiro.
Claudemir Gilberto Ramos que está foragido
não da justiça mas da injustiça ao companheiro, condenado a 8 anos e meio em regime fechado, não tem liberdade convívio familiar, não tem um trabalho com dignidade nem se pode ter registro em sua carteira de trabalho vive se escondendo como se fosse bandido, dependendo de ajuda de alguns que sensibiliza com a causa, onde esta a justiça a este companheiro?
Companheiros, Povo, Sociedade Brasileira, entidades de classes sociais, cleros, etc. temos que nos unir e lutar por justiça não só no caso Corumbiara. Mas no contesto geral por justiça e igualdade Social.
Assine este abaixo assinado Colete assinatura Em sua Cidade.

Os signatários



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Caso tenha alguma questão para o autor do abaixo-assinado poderá enviar através desta página de contato

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